terça-feira, janeiro 24, 2006

O dia seguinte

Este silencio não foi fácil, durante todo este tempo de campanha eleitoral acho que não houve um dia que passasse sem que eu pensasse em algo para escrever neste blogue, que começou a ser projectado já há algum tempo. De inicio desconfiando dos candidatos, até de Manuel Alegre que se revelou uma enorme surpresa mas que nos primeiros dias, nervoso e um pouco desorientado, não se tinha apercebido ainda da importância da sua própria candidatura. Desconfiado também de Soares que conseguiu tornar-se, infelizmente, cada vez mais ridículo durante toda a campanha, de Cavaco que não consigo entender desde que sou muito puto, e apanhei porrada numa carga policial a estudantes universitários, (eu ainda não ia à universidade, mas não perdia uma!) e assisti a uma lavagem de imagem que me faz temer o pior. Durão, Santana será que estão tão acabados como pensamos? De Louçã nem vou falar, e de Jerónimo é preciso ser muito apático para não se simpatizar com ele ainda que discordando de cada vez menos coisas…
O resultado à uns meses dava 64% a Cavaco, a vitória era segura, eu e o Manel, em diferentes sítios do país ouvimos no dia anterior ao da reflexão um programa na Antena 1, aquela que é rádio pública uma campanha concertada contra Alegre, a anunciar a mais que certa vitória de Cavaco, certamente esmagadora sobre os outros. 0,7% é sem dúvida para a direita a partir de agora uma vitória esmagadora e absolutamente clara! Acho que foram poucas as gentes de direita que nem sequer se assustaram quando, a STAP, que no inicio da sua contagem dava a Cavaco a confortável vantagem de 54,6%, começou quase bruscamente a apresentar resultados cada vez mais baixos, ainda houve em mim uma esperança quando faltavam certa de 400 freguesias das maiores e Cavaco tinha 50,9%, mas o pessoal de direita conta às milésimas e menos de um ponto percentual é uma diferença para deixar envergonhado qualquer adversário.
Apetecia-me insultar o PS e grande parte dos seus dirigentes, mas este blogue só está a começar e não quero parecer demasiado incisivo. Mas não deixo de dizer perdemos porque o PS é demasiado auto-absorvido e completamente alheado da realidade, já o disse antes, repito-o e já agora também digo, o PS não é um partido de esquerda é social democrata, e há gente que se podia sentir muito mais representada pelo partido e não sente, cerca de 20,7%. Isto sem ter em conta aqueles que se abstiveram porque a situação era confusa e confrangedora. Para muita gente há um movimento que pode vir a contrariar esta apatia institucional que se restrutura de pessoas e não de ideias, espero mesmo que algo aconteça, “algo”…
Enfim ainda há muito que conversar, não era este o primeiro post que queria pôr neste blogue, vou tentar falar um pouco do filme do Woody Allen amanhã.

Miguel Bordalo

4 Comments:

At 5:21 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Estou à espera.

 
At 12:14 da manhã, Blogger Pedro Arruda said...

welcome back boys
:)

 
At 6:34 da tarde, Anonymous Anónimo said...

This is very interesting site...
» »

 
At 11:50 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Keep up the good work »

 

Enviar um comentário

<< Home